Hoje é o último dia para entregar este blog, que tem por objetivo a realização dos estudos práticos da matéria de jornalismo digital –normalmente é neste dia em que eu corro pra fazer tudo aquilo que não fiz durante a semana-, como já era de se esperar, desesperada e correndo contra o tempo, entro no blog dos colegas para ver que exercícios ainda me faltam fazer.
Pois é... a palestra da moça do tempo.....
Me lembro deste dia. A contragosto, lá fui eu fazer a cobertura de mais um desses eventos que a nossa querida professora insiste em nos obrigar (ou castigar) a assistir.
Pela fresta da porta, vejo que a cena característica das palestras envolvendo funcionários da RBS, como sempre se repete: lá está a palestrante com a arrogância de quem pensa ser a melhor jornalista do mundo, ao lado da “moça do tempo” alguns dos colegas de trabalho comparecem para “prestigiar” a palestra, que certamente deve tratar de assuntos extremamente relevantes para a composição da vida profissional dos alunos. O semblante dos alunos também já me é bastante particular: formandos de saco cheio e alunos novos deslumbrados com a repórter da RBS.
Alguns segundos espiando por entre a porta e nada de produtivo.... não assisti à palestra, é claro!
Entrando no blog dos colegas, achei que encontraria as informações necessárias para poder produzir meu texto a respeito do evento. Para minha surpresa, a maioria deles teve exatamente a mesma impressão que eu, ou seja: não vale a pena!
Então, querida professora, me abstenho de tecer comentários a respeito da palestra e remeto este post aos tempos da ditadura, quando no espaço reservado a alguma matéria previamente censurada, publicavam-se poesias para não deixar o espaço em branco. Neste caso, uma crônica:
O patriotismo brasileiro dos peruanos
Pois é... a palestra da moça do tempo.....
Me lembro deste dia. A contragosto, lá fui eu fazer a cobertura de mais um desses eventos que a nossa querida professora insiste em nos obrigar (ou castigar) a assistir.
Pela fresta da porta, vejo que a cena característica das palestras envolvendo funcionários da RBS, como sempre se repete: lá está a palestrante com a arrogância de quem pensa ser a melhor jornalista do mundo, ao lado da “moça do tempo” alguns dos colegas de trabalho comparecem para “prestigiar” a palestra, que certamente deve tratar de assuntos extremamente relevantes para a composição da vida profissional dos alunos. O semblante dos alunos também já me é bastante particular: formandos de saco cheio e alunos novos deslumbrados com a repórter da RBS.
Alguns segundos espiando por entre a porta e nada de produtivo.... não assisti à palestra, é claro!
Entrando no blog dos colegas, achei que encontraria as informações necessárias para poder produzir meu texto a respeito do evento. Para minha surpresa, a maioria deles teve exatamente a mesma impressão que eu, ou seja: não vale a pena!
Então, querida professora, me abstenho de tecer comentários a respeito da palestra e remeto este post aos tempos da ditadura, quando no espaço reservado a alguma matéria previamente censurada, publicavam-se poesias para não deixar o espaço em branco. Neste caso, uma crônica:
O patriotismo brasileiro dos peruanos
Com a aproximação da Semana Farroupilha e de todas aquelas comemorações que, querendo ou não, te fazem sentir -pelo menos por uma semana- o tão falado orgulho de ser gaúcho, me lembrei de uma situação interessante.
Quando morei no Perú, já nos primeiros dias da minha chegada a Puno, cidade na qual eu passaria os próximos seis meses, percebi o patriotismo brasileiro dos peruanos. Caminhando pelas ruas de qualquer cidade peruana, é possível sentir o amor do povo andino por um país que muitos deles nunca chegarão a conhecer.
A moda lá é se vestir de Brasil! São camisetas, bermudas, bonés, bolsas, enfim, montes de coisas com a bandeira, fotos ou simplesmente o verde-amarelo tão característico do nosso país.
E isto foi criando uma dúvida em mim. Porque será que nós, que temos o sangue verde-amarelo pulsando nas veias, não temos este orgulho de sermos brasileiros? Será que estamos tão decepcionados com a pobreza e a impunidade no país que esquecemos que habitamos o maior país do mundo, tanto em extensão quanto em beleza? Será que apesar de tudo o que acontece aqui, já não é muito bom não termos a preocupação com desatres naturais, por exemplo?
São tantas perguntas... mas não tenho respostas para elas.
Só posso dizer, que vi muita coisa em minhas andanças pela América Latina e que o Brasil, não é assim tão ruim quanto dizem os noticiários.
O Brasil tem uma coisa que nenhum outro país tem, nós.
Em nenhum outro lugar do mundo existe um povo tão hospitaleiro, trabalhador, simpático, bem-humorado...
E se algumas coisas ainda não vão bem, depende de cada um de nós iniciar uma mudança. Mesmo que seja com o “jeitinho” brasileiro, devagar e sempre.
Quem sabe, o primeiro passo não é seguir o exemplo de nossos hermanos peruanos, e ter orgulho de nosso país?
Somente tendo orgulho do que somos, desenvolvemos o sentimento de pertença necessário para o exercício da cidadania.
Então, neste fim de semana, vista sua pilcha, prepare seu chimarrão e saia com a familia para cultivar a tradição e o orgulho de ser gaúcho. Ah, e claro, BRASILEIRO.
Krischna Duarte
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